A Fátima Deus é uma mulher polifacetada. Para além da sua reconhecida postura "revolucionária", sempre atenta às injustiças que se vão praticando na nossa sociedade que nunca deixa de denunciar, do seu amor pelos animais é, também, muito interessada pelas várias vertentes culturais que animam a nossa vida. Dos muitos contributos que nos tem enviado, nada melhor para inaugurar esta sua rubrica que relembrar dois belos temas musicais.
O primeiro é uma versão coletiva, que conta com a participação de artistas de todo o mundo, do famoso tema "La Bamba". O segundo é uma fantástica interpretação do tema "Tico Tico" a cargo do talentoso violinista David Garrett.
Vamos saber um pouco mais sobre os temas, com a sempre inestimável ajuda da Wikipedia. Os textos foram adaptados, como costume.
La Bamba é uma canção de grande sucesso mundial, interpretada em várias épocas, por diversos cantores, com vários arranjos musicais pop. Esta canção é oriunda de uma música folclórica mexicana acústica com o mesmo nome. A sua primeira interpretação após a original, estourou na voz do americano descendente de mexicanos Ritchie Valens, em 1958, (cuja história é contada no filme La Bamba). Também teve muito sucesso na voz do americano Trini Lopez nos anos 60 e com os mexicanos Los Lobos na década de 80. Nos anos 90, a canção ressurgiu nas paradas musicais na poderosa voz da cantora tejana Selena. La Bamba sempre foi interpretada em sua língua original, o espanhol.
A versão interpretada pela banda Los Lobos atingiu o topo da Billboard Hot 100, sendo, assim, uma das 7 canções em língua estrangeira a atingir o topo da Billboard Hot 100.
"Para bailar la Bamba
Para bailar la Bamba
Se necesita una poca de gracia
Una poca de gracia y otra cosita
Y arriba y arriba, Y arriba y arriba
Por ti seré, por ti seré, por ti seré
Yo no soy marinero. Yo no soy marinero.
Soy capitán. Soy capitán. Soy capitán.
Bamba, Bamba
Bamba, Bamba
Bamba, Bamba."
Tico-Tico no Fubá é um choro composto por Zequinha de Abreu. Ficou imortalizado na voz de Carmen Miranda. Com o tempo, tornou-se uma das canções brasileiras mais conhecidas do mundo.
Foi apresentada pela primeira vez num baile da cidade de Santa Rita do Passa Quatro, em 1917, sob o nome de Tico-Tico no Farelo. A canção recebeu o nome atual em 1931, já que existia outra com o mesmo título, composta por Canhoto. No mesmo ano, foi incluída pela primeira vez em disco, gravado pela Orquestra Colbaz. Embora seja essencialmente instrumental, tem letra de Eurico Barreiros e Aloísio de Oliveira, além de uma versão em inglês de Ervin Drake.
Foi gravada pela organista Ethel Smith em 1941, com grande sucesso internacional, e por Ray Conniff. Em 1942, regravada pela Rainha do Chorinho Ademilde Fonseca.
Atingiu o ápice de sua popularidade nos anos 1940, quando fez parte de nada menos do que seis filmes em Hollywood, inclusive filmes estrelados por Esther Williams. A canção aparece com duas letras, uma feita no Brasil, e outra versão escrita nos Estados Unidos por Aloísio de Oliveira para Carmen Miranda que a gravou pela Decca Records em 1945, e a apresentou no filme Copacabana de 1947, no qual contracena com o Groucho Marx.
A canção teve diversas outras regravações, nas vozes de Carmen Miranda - a mais conhecida - Dalida, Michel Legrand, Mantovani, Roberto Inglez, Ray Conniff, Perez Prado, Orquestra Tabajara, Os Vocalistas Modernos, Henry Mancini, Stan Kenton, Charlie Parker, Tommy Dorsey, Paco de Lucia, Desi Arnaz, Les Brown, David Grisman, Waldir Azevedo, Garoto, Daniel Barenboim, Moreira Lima, Jacques Klein, Liberace, Lou Bega, Oscar Alemán, Paquito D'Rivera, Raphael Rabello, Armandinho, Paulo Moura, Pixinguinha, Ray Ventura, João Bosco, Benedito Lacerda, Orquestra Filarmônica de Berlim, Percy Faith, Marc-André Hamelin, Edmundo Ros, Klaus Wunderlich, Xavier Cugat, Edson Lopes, Yamandu Costa e Dominguinhos-
Mas a fantástica versão que vamos ouvir está a cargo do violinista David Garrett, nascido David Bongartz, em 4 de setembro de 1980 em Aachen, Alemanha.
Vamos saber um pouco da vida de David Garrett.
Garrett nasceu em Aachen, filho de uma bailarina americana, Dove-Marie Garrett, e de um advogado e leiloeiro alemão, Georg Peter Bongartz.
Quando Garrett completou quatro anos, o seu pai comprou um violino para o seu irmão mais velho. David interessou-se pelo instrumento e logo aprendeu a tocar. Um ano depois, participou numa competição e ficou em primeiro lugar.
Aos sete anos, David Garrett começou a tocar em público e começou a estudar violino no Conservatório Lübeck. Já com oito anos, os seus pais decidiram mudar o seu nome: passou a usar o sobrenome de solteira da mãe por ser mais fácil de pronunciar.
David Garrett começou a trabalhar com a violinista polaco-britânica Ida Haendel com doze anos, frequentemente viajando para Londres e outras cidades europeias para encontrarem.
Aos treze anos, Garrett tornou-se o artista mais jovem a ter um contrato de exclusividade com a gravadora Deutsche Grammophon.
Em 1999, David Garrett mudou-se para Nova Iorque para estudar na Juilliard School, na sala de Itzhak Perlman, para aprofundar os seus conhecimento de violino. Concluiu a sua formação em 2004.
Como David Garrett não tinha o apoio financeiro dos seus pais para estudar na Juilliard School, teve que custear os seus estudos. Para isso trabalhou num bar, num café, na biblioteca da escola e também na Outfitters Urban Store, onde foi sondado para se tornar modelo, assim, ganhando o apelido de "Beckham do violino".
Garrett utiliza o seu violino "Adolf Busch" Stradivarius (1716).
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