Lisboa Deserta
Estávamos na primeira semana de Abril de 2020, na segunda ou terceira semana de confinamento, e Lisboa - como grande parte das grandes cidades europeias - estava deserta, uma quase cidade fantasma. Nem carros, nem pessoas circulavam pelas ruas da nossa capital, entregue ao silêncio estranho e desconfortante. Até a passarada lisboeta, desconfiada da inaudita agitação humana, se sentia inibida nos seus trinados e voos pela cidade qual drones com sábias coreografias de "saber de experiências feito". As estátuas, se falassem, queixar-se-iam desta desleal concorrência. O vídeo que o Carlos Bragança nos enviou regista para a posteridade esses tempos de silêncio e vazio que hoje, nos parecem tão longínquos...
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