Da coleção Fátima Deus trazemos hoje dois vídeos com "dicas domésticas" que nos dão sempre muito jeito dois pequenos textos com importantes avisos que não devemos ignorar nos tempos de pandemia que atravessamos.
O primeiro vídeo. "A banana não é só para comer", ensina-nos que, para além de um importante alimento, este fruto e a sua casca podem ser muito úteis na resolução de pequenos "problemas domésticos". Absolutamente surpreendente e, acima de tudo, muito útil.
O segundo vídeo, "Salada de frutas rápida", ensina-nos a confecionar, de forma rápida e prática, uma bela e saborosa sobremesa. Quem não aprecia?
Os dois textos que se seguem traduzem a preocupação que os profissionais de saúde, porque estão no terreno dia a dia, manifestam e querem tornar público. Como sabem, a Fátima é muito empenhada em causas sociais, em especial as que com área da saúde se relacionam, pelo que partilhar com todos vós estas inquietações, mais do que "serviço público, é uma forma de nos ter a todos atentos e empenhados nesta longa luta que, convém frisar, é de TODOS NÓS!
A banana não é só para comer
Salada de Frutas rápida
E agora os textos:
PANDEMIA
Este texto é escrito por um pneumologista e intensivista no CHUC, que todos os dias está na Unidade de Intensivos para doentes COVID. Vale a pena ler!!
"E ninguém pára esta gente? Quero dizer que as televisões e o seu jornalismo estão a prestar um mau serviço ao país e aos portugueses. Permanentemente à procura da notícia bombástica, do desastre maior, do que corre mal, do que foi feito de errado, de quem é a culpa... Ao ver e ouvir diariamente dezenas de “experts” e pseudo experts, de opinadores e causadores de alarme, do tanto que está errado e do pouco que se fez para prevenir... Tudo isto cansa, alarma, não é pedagógico e não ajuda. E hoje a acrescentar a tudo isto as televisões estão em directo a transmitir a transferência de 3 doentes críticos para a Madeira. Parece que é uma operação dificílima e nunca vista... Quero informar que há muitos anos que este transporte de doentes críticos, em ventilação artificial e em ECMO é realizado e temos uma enorme experiência nesta matéria. Recebemos muitos destes doente no hospital onde trabalho, de ambulância ou de helicóptero. Isto é uma não notícia. Foi excelente que o Funchal disponibilizasse as camas de Medicina Intensiva mas não é isso que fazemos todos os dias? Isso é a solidariedade entre hospitais que sempre existiu. E depois o jornalista fala em desorganização e caos nos hospitais mas... algum país estava preparado para o que estamos a viver? Penso que não. Por outro lado será que ninguém percebe o esforço, organizacional e de recursos humanos, que tem sido feito ao realocar camas de enfermaria para Covid, reinventar camas de Medicina Intensiva que têm sido aumentadas exponencialmente. Os profissionais podem estar cansados mas continuam a trabalhar e vão aguentando. O Director Clínico do H. de Santa Maria está a dar um “baile” ao tonto do Rodrigues dos Santos (mais um baile, noutro dia foi o Director Clínico do H. da Luz). Sejamos sérios, por favor. Tenhamos respeito por quem dá o seu melhor, da Ministra da Saúde aos operacionais dos Serviços de Saúde. Haja bom senso..."
ISABEL do CARMO*: É para LER
"Os meus colegas não estão desesperados, nem aflitos, estão profundamente preocupados, esgotados também, a situação é dinâmica, é preciso fazer opções técnicas. Quando lançam o alarme cá para fora não é um pedido de socorro para eles. É dizer que só o confinamento melhora o problema. É explicar que quanto mais infectados, mais sintomáticos. Entre estes aumentam os de risco e quanto mais risco mais cuidados intensivos. E há uma linha vermelha que percorre este chão e é móvel – a das mortes evitáveis."
31 de janeiro de 2021 15:02
*Médica, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, membro do grupo Estamos do Lado da Solução.
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