Carlos Bragança apresenta

Da coleção Carlos Bragança trago hoje uma coleção de 14 maravilhosas fotografias que - no meu caso particular e no de muitos de vós, estou certo - me diz muito, pois ilustra um pouco do que a Romaria de Nossa Senhora da Agonia representa para todos nós portugueses, que não apenas os vianenses.

Desde 1783 que esta romaria se realiza no mês de Agosto, por volta de terceira semana do mês englobando o dia 20, feriado municipal. O ano passado, devido às medidas restritivas que tiveram de ser tomadas em função da pandemia que se vivia, e ainda vive, causada pelo COVID-19, pela primeira vez na História, esta importante romaria não pode ocorrer.

Provavelmente, a avaliar pelo que ainda se passa no nosso país, este ano também não ocorrerá. Se as coisas mudarem, como todos desejamos, para melhor, como o prometido é devido, levarei os nossos confrades a viver estes momentos únicos e imperdíveis. Se não for este ano, será para o próximo, pois como cantava Amália - na canção composta por Alain Oulman para letra de Pedro Homem de Melo - "Havemos de ir a Viana".

Para já, fiquem com as fotos que ilustram os típicos trajes das vianenses, usados durante os dias de romaria, mas falta ainda muita coisa: gigantones, Zés Pereira, procissões, cortejos... tanta tanta coisa!

No fim do post fica a letra da canção referida que podem ouvir aqui, até para recordar a grande Amália.

Também podem saber ainda mais sobre a festa no site da Câmara Municipal de Viana.

















Havemos de Ir a Viana

Amália Rodrigues



Entre sombras misteriosas

Em rompendo ao longe estrelas

Trocaremos nossas rosas

Para depois esquecê-las

Se o meu sangue não me engana

Como engana a fantasia

Havemos de ir à Viana

Ó meu amor, algum dia

Ó meu amor, algum dia

Havemos de ir à Viana

Se o meu sangue não me engana

Havemos de ir à Viana

Partamos de flor ao peito

Que o amor é como o vento

Quem para perde o jeito

E morre a todo o momento

Se o meu sangue não me engana

Como engana a fantasia

Havemos de ir à Viana

Ó meu amor, algum dia

Ó meu amor, algum dia

Havemos de ir à Viana

Se o meu sangue não me engana

Havemos de ir à Viana

Ciganos, verdes ciganos

Deixai-me com esta crença

Os pecados têm vinte anos

Os remorsos têm oitenta

Se o meu sangue não me engana

Como engana a fantasia

Havemos de ir à Viana

Ó meu amor, algum dia

Ó meu amor, algum dia

Havemos de ir à Viana

Se o meu sangue não me engana

Havemos de ir à Viana






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