Isa Figueiredo apresenta

Da coleção Isa Figueiredo trazemos hoje dois belos momentos musicais em língua portuguesa.

"Ana Moura - Desfado (Litos Diaz & Nuno K Remix)" traz-nos uma versão especial deste popular tema desta versátil artista portuguesa. No final temos a letra desta música que é uma espécie de cartão de visita de Ana Moura. Esta versão até passa nas discotecas...

"Trem das Onze - Fundo de Quintal & Demônios da Garoa" traz-nos uma versão ao vivo do conhecido tema imortalizado por Gal Costa - curiosamente era o lado B do seu single "Modinha para Gabriela". Esta versão de "Trem das Onze" ocorreu num concerto dos Fundo de Quintal em que, para o cantarem em conjunto, estes convidaram os Demônios da Garoa. Claro que no fim do post temos a respetiva letra deste tema composto por  Adoniran Barbosa para poderem acompanhar esta canção que está no imaginário de todos nós há décadas.


Ana Moura - Desfado (Litos Diaz & Nuno K Remix)



Desfado
Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum
Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente
Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste
Ai se eu pudesse não cantar ai se eu pudesse
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro
Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande incerteza de não estar certa de nada
Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste



Trem das Onze - Fundo de Quintal & Demônios da Garoa



Trem Das Onze

Adoniran Barbosa


Não posso ficar nem mais um minuto com você

Sinto muito, amor, mas não pode ser

Moro em Jaçanã

Se eu perder esse trem

Que sai agora, às onze horas

Só amanhã de manhã


Não posso ficar nem mais um minuto com você

Sinto muito, amor, mas não pode ser

Moro em Jaçanã

Se eu perder esse trem

Que sai agora, às onze horas

Só amanhã de manhã


Além disso, mulher

Tem outra coisa

Minha mãe não dorme

Enquanto eu não chegar

Sou filho único

Tenho minha casa pra olhar

Não posso ficar


Não posso ficar nem mais um minuto com você

Sinto muito, amor, mas não pode ser

Moro em Jaçanã

Se eu perder esse trem

Que sai agora, às onze horas

Só amanhã de manhã


Além disso, mulher

Tem outra coisa

Minha mãe não dorme

Enquanto eu não chegar

Sou filho único

Tenho minha casa pra olhar

Não posso ficar



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